Sismo. Balanços referem mais de 1.400 mortos na Turquia e Síria

IHLAS NEWS AGENCY (IHA)
Agência Lusa

(06-02-2023)

O terramoto de magnitude 7,8 que atingiu hoje o sul da Turquia e o norte da Síria provocou pelo menos 1.400 mortos e destruiu centenas de edifícios, de acordo com os balanços provisórios citados pela Associated Press.

Segundo fontes oficiais dos dois países, centenas de pessoas encontram-se ainda sob os escombros receando-se, por isso, que o número de mortos venha a ser muito superior. 

Nos dois lados da fronteira registam-se condições meteorológicas adversas: temperaturas baixas e chuva que agravam a situação dos sobreviventes, sobretudo na Síria visto que a zona afetada é habitada por quase quatro milhões de deslocados internos e refugiados, vítimas da guerra que se prolonga desde 2011.  

As equipas de socorristas e residentes em várias cidades tentam encontrar sobreviventes que estejam sob as edificações destruídas.

O edifício de um hospital na Turquia, perto da fronteira, colapsou tendo as autoridades transferido os doentes e recém-nascidos para instalações em território sírio. 

Na cidade turca de Adana, um residente relatou que três prédios perto da sua casa ficaram totalmente destruídos.

“Já não tenho mais forças”, disse um sobrevivente soterrado nos escombros escutado pelos socorristas, de acordo com o relato de um estudante de jornalismo, Muhammet Fatih Yavus, que se encontrava no local.     

Uma das zonas mais afetadas, no norte da Síria, é controlada pelos grupos armados de oposição ao regime de Damasco e por organizações extremistas islâmicas, cercados pelas forças russas, aliadas de Bashar Al Assad.

Na zona da Turquia atingida pelo sismo, viverem igualmente “milhares de refugiados” da guerra na Síria. 

A organização de socorristas e médicos da organização não-governamental Capacetes Brancos recordam que muitas pessoas já viviam em casas muito danificadas que tinham sido atingidas por bombardeamentos aéreos ou pelos disparos de artilharia de campanha.

Segundo a Associated Press, que cita os socorristas, os hospitais da região, incluindo uma maternidade, estão a ficar lotados de feridos. 

“Receamos que o número (de mortos) possa ser muito superior”, disse Muheeb Qaddour, médico da organização SAMS que se encontra na cidade de Atmeh.

O tremor de terra ocorreu às 04:17 (01:17 em Lisboa) de hoje, a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, a uma profundidade de 17,9 quilómetros.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) o tremor de terra que ocorreu hoje registou uma magnitude de 7,8 e sentiram-se dezenas de réplicas.

Informações oficiais dão conta do colapso de edifícios nas cidades sírias de Alepo e Hama e em Diyarbakir, na Turquia, neste caso a mais de 300 quilómetros do epicentro.

Mais de 900 edifícios ficaram destruídos nas províncias turcas de Gaziantep e Kahramanmaras, segundo fontes governamentais.

Um hospital na cidade turca de Iskanderoun, junto ao Mediterrâneo ficou totalmente destruído, não se conhecendo ainda o número de eventuais vítimas deste colapso, disse o vice-presidente turco, Fuat Oktay. 

Cerca de 2.800 socorristas foram projetados nas zonas mais afetadas da Turquia.

“Esperamos ultrapassar juntos este desastre o mais rapidamente possível e com poucos danos”, disse o presidente turco Recep Tayyip Erdogan numa mensagem difundida pela rede social Twitter.  

Em território turco, as pessoas que tentam afastar-se das zonas afetadas estão a provocar grandes congestionamentos de trânsito dificultando os acessos às equipas de emergência que tentam a todo o custo chegar aos pontos mais destruídos.

Várias mesquitas no sul da Turquia abriram as portas aos feridos e desalojados, até porque as temperaturas baixaram muito nas últimas horas. 

O terramoto destruiu muitos monumentos de Gaziantep, incluindo um castelo no centro da cidade e parte da muralha e das torres da antiga fortaleza.

Em Diyarbakir, na Turquia, centenas de elementos das equipas de emergência formam filas nas operações de remoção dos escombros procurando encontrar sobreviventes. 

No norte da Síria, o tremor de terra atingiu o bastião da oposição concentrado na província de Idlib, cercado há vários anos pelas forças governamentais apoiadas pelos militares da Rússia, país aliado de Damasco.

Devido ao cerco e aos constantes bombardeamentos, Idlib depende das rotas de abastecimento na vizinha Turquia, sobretudo para a obtenção de alimentos e de medicamentos. 

Na pequena cidade síria de Azmarin, na zona montanhosa de fronteira com a Turquia, os corpos de várias crianças, amortalhados em cobertores, foram trasladados para um hospital. 

Segundo a Presidência da Turquia, pelo menos 912 pessoas morreram em dez províncias do país, contando-se neste momento 5.400 feridos.

Segundo fontes governamentais sírias, o número de mortos na Síria aumentou para 592 e foram contabilizados mais de mil feridos.

Nas zonas controladas pela oposição e extremistas islâmicos, pelo menos 150 pessoas morreram, segundo o balanço provisório dos Capacetes Brancos.

O balanço dos médicos da SAMS indica 106 mortos, neste momento, acrescentando que “há centenas de feridos”. 

Na cidade de Damasco o tremor de terra foi sentido em muitos prédios, levando as pessoas a saírem para a rua com receio de derrocadas.

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